onde o que não deveria, passou
vejo que estava tudo errado
o que não poderia, se calou.
Os anos passaram,
a angústia se fez presente
lágrimas rolaram
com dor intermitente.
O coração, calado, sofreu
e tentou se enganar
A tristeza atingiu o apogeu
era preciso voltar a amar
(um amor que nunca morreu)
A coragem resolveu aparecer,
e a alma decidiu acordar
era necessário resolver,
era importante voltar a sonhar.
Depois da indecisão inesperada
numa tarde sem fim,
uma noite de hora parada
o amor voltou para mim,
quando a esperança era acabada.
A plenitude invadiu cada canto
da minha casa então vazia
tua presença secou o pranto
pois a felicidade trazia.
De nada me adiantou calar.
Não adiantou tentar fugir de ti,
estás de volta ao teu lugar,
pois amar-te não desaprendi.
(nem tu desaprendeste a me amar)
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