terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

À Plenitude


Pingos de alegria caem em poças de felicidade  
pedaços de simplicidade que se encaixam perfeitamente  
neste complexo quebra-cabeças sem fim  
tudo se ilumina ao se aproximar dela   
a razão pela qual ela vive enfim  
  
Palavras não são necessárias  
o brilho que seus olhos emanam  
o calor e a paixão que de seu corpo escapam  
não deixam dúvidas no ar... Espera toques e sinais  
das mãos que farão de suas formas lar.  
  
O amor chegou por fim, em cálido brilho furta-cor  
e pairou sobre as brumas frias e cinzentas  
da tristeza, outrora governanta  
que agora nada mais é do que uma vaga lembrança  
apenas antídoto para a dor  
  
No sorriso dela pode-se ver tudo  
a alma dela, a criança dentro dela,   
que agora canta e sorri  
suas vidas, seus amores, seus pudores  
Translúcida, mas firme ela se tornou  
  
Escondendo o olhar entre os dedos  
ao corar perante elogios  
escondendo o enrubescido rosto  
debaixo negras porém não longas madeixas  
Ela sorri e pensa  
  
em quantas coisas deixou para trás  
em quão abnegada e resignada ela sempre fora  
em quão reluzente parece agora, e e em quão feliz pode ainda ser  
já que em cálido e flamejante brilho  
o amor simplesmente aninhou-se onde sempre deverá permanecer.

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