terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Ínterim

Olhando para o passado
onde o que não deveria, passou
vejo que estava tudo errado
o que não poderia, se calou.

Os anos passaram,
a angústia se fez presente
lágrimas rolaram
com dor intermitente.

O coração, calado, sofreu
e tentou se enganar
A tristeza atingiu o apogeu
era preciso voltar a amar
(um amor que nunca morreu)

A coragem resolveu aparecer,
e a alma decidiu acordar
era necessário resolver,
era importante voltar a sonhar.

Depois da indecisão inesperada
numa tarde sem fim,
uma noite de hora parada
o amor voltou para mim,
quando a esperança era acabada.

A plenitude invadiu cada canto
da minha casa então vazia
tua presença secou o pranto
pois a felicidade trazia.

De nada me adiantou calar.
Não adiantou tentar fugir de ti,
estás de volta ao teu lugar,
pois amar-te não desaprendi.
(nem tu desaprendeste a me amar)

À Plenitude


Pingos de alegria caem em poças de felicidade  
pedaços de simplicidade que se encaixam perfeitamente  
neste complexo quebra-cabeças sem fim  
tudo se ilumina ao se aproximar dela   
a razão pela qual ela vive enfim  
  
Palavras não são necessárias  
o brilho que seus olhos emanam  
o calor e a paixão que de seu corpo escapam  
não deixam dúvidas no ar... Espera toques e sinais  
das mãos que farão de suas formas lar.  
  
O amor chegou por fim, em cálido brilho furta-cor  
e pairou sobre as brumas frias e cinzentas  
da tristeza, outrora governanta  
que agora nada mais é do que uma vaga lembrança  
apenas antídoto para a dor  
  
No sorriso dela pode-se ver tudo  
a alma dela, a criança dentro dela,   
que agora canta e sorri  
suas vidas, seus amores, seus pudores  
Translúcida, mas firme ela se tornou  
  
Escondendo o olhar entre os dedos  
ao corar perante elogios  
escondendo o enrubescido rosto  
debaixo negras porém não longas madeixas  
Ela sorri e pensa  
  
em quantas coisas deixou para trás  
em quão abnegada e resignada ela sempre fora  
em quão reluzente parece agora, e e em quão feliz pode ainda ser  
já que em cálido e flamejante brilho  
o amor simplesmente aninhou-se onde sempre deverá permanecer.